A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como: o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade.
Neste projeto gostaria de descrever o impacto da incontinência urinária na qualidade de vida das mulheres, homens e idosos e demonstrar o quanto esta afecção não é considerada um prblema de política social de saúde do nosso país. Uma questão tão importante quanto esta não poderia ser somente visualizada em um contexto biológico, mas também social.
Incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra. Distúrbio mais freqüente no sexo feminino, pode manifestar-se tanto na quinta ou sexta década de vida, quanto em mulheres mais jovens.
Segundo o especialista de Belo Horizonte, a incontinência é mais comum entre pessoas mais idosas, afetando um terço daqueles com mais de 60 anos de idade e normalmente , ela afeta mais mulheres do que homens.
Atribui-se essa prevalência ao fato de a mulher apresentar, além da uretra, duas falhas naturais no assoalho pélvico: o hiato vaginal e o hiato retal. Isso faz com que as estruturas musculares que dão sustentação aos órgãos pélvicos e produzem a contração da uretra para evitar a perda urinária e o músculo que forma um pequeno anel em volta da uretra sejam mais frágeis nas mulheres.
Para muitas pessoas, incontinência urinária é uma fonte de constrangimento e dificuldade social que é escondida e deixada sem tratamento.
Contrário à crença popular, a incontinência urinária não é uma conseqüência normal da idade, embora os músculos do trato urinário possam perder algum tônus quando nós envelhecemos.
Para compreender a incontinência urinária, seria útil compreender o processo da micção. A micção, explica o especialista, é controlada por nervos e músculos do sistema urinário. O trato urinário inclui os rins (os quais filtram o sangue e excretam os produtos finais do metabolismo do corpo como urina), os ureteres (tubos que conduzem a urina dos rins à bexiga), a bexiga (o saco que serve como reservatório de urina), a próstata em homens (a glândula envolvida na produção de sêmen) e a uretra (tubo que conecta a bexiga ao exterior do corpo).
Quando você não esta urinando, os músculos dos esfíncteres externo e interno da uretra mantém o tubo uretral fechado. Pequenas quantidades de urina são continuamente esvaziadas na bexiga pelos ureteres a cada 10 a 15 segundos. Logo, a urina acumula na bexiga e quando a bexiga está cheia, o cérebro envia sinais para os músculos da bexiga contrair e aqueles da uretra relaxar, permitindo, então, ocorrer a micção.
Incontinência urinária de esforço – o sintoma inicial é a perda de urina quando a pessoa tosse, ri, faz exercício, movimenta-se
Incontinência urinaria de urgência – mais grave do que a de esforço, caracteriza-se pela vontade súbita de urinar que ocorre em meio as atividades diárias e a pessoa perde urina antes de chegar ao banheiro;
Incontinência mista – associa os dois tipos de incontinência acima citados e o sintoma mais importante é a impossibilidade de controlar a perda de urina pela uretra.
A eliminação da urina é controlada pelo sistema nervoso autônomo, mas pode ser comprometida nas seguintes situações:
* Comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico;
* Gravidez e parto;
* Tumores malignos e benignos;
* Doenças que comprimem a bexiga;
* Obesidade;
* Tosse crônica dos fumantes;
* Quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal;
* Bexigas hiperativas que contraem independentemente da vontade do portador;
* Procedimentos cirúrgicos ou irradiação que lesem os nervos do esfíncter masculino.
São dados importantes para o diagnóstico o levantamento da história dos pacientes e a elaboração de um diário miccional onde eles devem registrar as características e freqüência da perda urinária. Outro recurso para firmar o diagnóstico é o exame urodinâmico, que é pouco invasivo e registra a ocorrência de contrações vesicais e a perda urinaria sob esforço.
Precisamos considerar também neste contexto, que os tratamentos minimamente invasivos, são mais baratos e podem ser a solução para as políticas de saúde pública, o investimento em técnicas mais invasivas deverá ser reservada aos pacientes mais severos.

Boa tarde!
ResponderExcluirMeu nome é Mariana. Gostaria de saber se vocês interessam no meu trabalho. Sou nutricionista, trabalho com reeducação alimentar, acupuntura auricular e acupuntura estética.
mari_nutri2010@hotmail.com